Uljana Wolf

Uljana Wolf é uma poeta alemã que vive entre os Estados Unidos e a Alemanha. Publicou Kochanie ich habe Brot gekauft (2005), que lhe rendeu dois prêmios já na estreia.

Posteriormente, lançou Falsche Freunde (2009), onde joga com os limites dos falsos cognatos entre alemão e inglês; em 2012, lançou com o poeta norte-americano Christian Hawkey um experimento chamado Sonne von Ort, um experimento de poemas por apagamento de Sonnets from the Portuguese, de Elizabeth Barret Browning, e também de sua tradução alemã por Rainer Maria Rilke. Seu último livro se chama Meine schönste Lengevitch (2013). Toda sua obra está tensionada entre os limites da própria língua e da linguagem que constituem um indivíduo que vive nas fronteiras fluidas do mundo contemporâneo; não à toa, Wolf é também tradutora premiada do polonês e do inglês para o alemão. Nessa poética, entram os mal-entendidos, os ruídos dos sotaques, as dublagens, as legendas de filmes, os formulários de alfândega, etc., tudo perturba o sentimento de uma língua pura, isolada, nacional.

Pela primeira vez, a poeta é publicada no Brasil. A Editora Moinhos lançará Nosso amor de trincheira nosso amor de fronteira, com tradução e seleção de Guilherme Gontijo Flores & Ricardo Pozzo.

Antonin Artaud

Antonin Artaud é um dos artistas mais conhecidos da França. Nascido em Marselha, em 4 de setembro de 1896, faleceu em Paris, no dia 4 de março de 1948. Foi poeta, ator, roteirista e diretor de teatro francês. Por muitos, atualmente, é conhecido como louco, por ter sido internado em diversos manicômios franceses. Quando transferido para o hospital psiquiátrico, em Rodez, acaba conhecendo o Dr. Ferdière, médico-responsável do manicômio, com quem troca correspondência. Entre eles, uma relação se estabelece, o médico incentiva Artaud a continuar com sua verve literária, mas, ao mesmo tempo, acaba submetendo o poeta a uma série de tratamentos de eletrochoque, o que prejudica sua mente e seu corpo. Artaud é conhecido por livros, como o “Teatro e seu Duplo” (Le Théâtre et son Double), considerado um dos livros mais influentes do teatro.

Teresa Cristina Cerdeira

Teresa Cristina Cerdeira é professora titular de Literatura Portuguesa da UFRJ e pesquisadora 1B do CNPq. Foi regente da Cátedra Jorge de Sena da Faculdade de Letras da UFRJ entre 2005 e 2011, período em que dirigiu a Revista Metamorfoses. É autora de outros livros de ensaio: José Saramago: entre a história e a ficção, uma saga de portugueses, O Avesso do bordado, A Mão que escreve , A Tela da Dama.

Cristina Arruda Fontenele

Nasceu em Fortaleza (Ceará), em 1978. Formada em Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Marketing, trabalhou como repórter da Agência de Notícias Frei Tito para América Latina (Adital) e do Grupo de Comunicação O Povo.
Tem crônicas publicadas no Blog Fora da Ordem e escreve sobre autoconhecimento e espiritualidade no blog autoral Vivendo na Fonte.
Este é o primeiro livro publicado da autora, que já participou das Antologias Haja-nos (São Paulo, Carapaça, 2017); I Concurso Literário Peter Röhl de Contos (Fortaleza, Brasil Tropical, 2006); Prêmio Unifor de Literatura (Fortaleza, Universidade de Fortaleza, 2007).

Bruno Ribeiro

Nasceu em 1989, um mineiro radicado na Paraíba. Escritor, tradutor e roteirista. Já publicou em diversos jornais, revistas, blogues e antologias. Autor do livro de contos Arranhando Paredes (Bartlebee, 2014) traduzido para o espanhol pela editora argentina Outsider e do romance Febre de Enxofre (Penalux, 2016). Mestre em Escrita Criativa pela Universidad Nacional de Tres de Febrero, editor da Revista Sexus, foi um dos vencedores do concurso Brasil em Prosa, promovido pelo jornal O Globo e pela Amazon, também foi finalista do Prêmio Sesc de Literatura 2016 e do Prêmio Kindle de Literatura.

Júlio Araújo

Júlio Araújo é cearense, natural de Banabuiú. É praticante de Yoga e um buscador de si. Pai do super Yuri Araújo e de suas irmãs felpudas Lucy e Blue. Um canceriano devoto da natureza. Ama o sol, o mar, a neve, as cachoeiras e o friozinho das montanhas. Adora chás, cafés e reverencia um líquido sagrado chamado vinho. Escreve para viver e vive para escrever. Não entende a vida sem gentilezas, viagens e beijos. Para ele, abraços devem ser longos, apertados e macios. É professor de Linguística na Universidade Federal do Ceará. www.julioaraujo.com e-mail araujo@ufc.br

Laís Ferreira

Nasceu em Belo Horizonte, em 1992. É graduanda em medicina na UNESP. Mestra em comunicação, com ênfase nos Estudos do Cinema e do Audiovisual, pela UFF (2018). Bacharela em Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, pela UFMG (2016). É autora dos livros Ao norte, ao chão (Editora Moinhos, 2017), Canções do Porto e do Mar (Editora Multifoco, 2017), Caderno de Bolsa (Chiado Editora, 2015).

Carl Jóhan Jensen

Carl Jóhan Jensen nasceu a 2 de dezembro de 1957 e se criou em Tórshavn, capital das ilhas Feroés. É casado e tem dois filhos com Kate Anderson, desde 2012 embaixadora das ilhas Feroés junto à União Europeia em Bruxelas.

Em 1973, mudou-se para a Dinamarca (reino na Escandinávia do qual as Feroés fazem parte, apesar de o país possuir autodeterminação e um governo local), onde concluiu seus estudos secundários pela Sorø Akademi (1976).

De volta ao país natal, trabalhou um período como jornalista, durante o qual estudou em língua e literatura feroesas pelas Universidade das Feroés (Fróðskaparsetur Føroya) (1979-1981). A seguir, formou-se em língua e literatura islandesas pela Universidade da Islândia (Háskóli Íslands) (1987). Em 1990, cola o grau (cand.phil.) em língua e literatura feroesas.

Carl Jóhan é, há mais de um quarto de século, uma das personalidades mais atuantes da cultura feroesa como poeta, jornalista, ficcionista, articulista e crítico literário. Além disso, traduziu obras de autores como August Strindberg, Clæs Andersson, Alan Ayckbourn, Dario Fo, C.S. Lewis e Brian Moore, além dos islandeses Arnaldur Indriðason, Gyrðir Elíasson, Einar Kárason, Oddný Eir Ævarsdóttir, Héðinn Unnsteinsson e Friðrik Erlingsson.

Duas de suas coletâneas de poesia, Hvørkiskyn (“Gênero Neutro”, 1989) e um coletânea de sonetos e outros poemas, 1997), foram indicadas para o prêmio de literatura do Conselho Nórdico em 1990 e 1998, respectivamente. Pontilhada de referências à mitologia nórdica, grega e cristã, a poesia de Carl Jóhan Jensen busca um desvio intencional da poética tradicional feroesa, pois, segundo o poeta, a literatura feroesa se mantinha estagnada há décadas senão séculos.

Também recebeu o prêmio feroês de literatura (Mentanarvirðisløn M.A. Jacobsen) em seu país em três ocasiões (1989, 2006 e 2015). Foi indicado cinco vezes ao prêmio de literatura do Conselho Nórdico, três das quais pelos livros de poemas: Hvørkiskyn (Neutro) em 1991, Tímar og rek (“Tempos e marés”) em 1998 e September í bjørkum sum kanska eru bláar (“Setembro nas bétulas que quiçá são azuis”) em 2008.

Obras de Carl Jóhan já foram traduzidas e publicadas em livros, coletâneas e revistas na Dinamarca, na Noruega, na Suécia, na Islândia, nos Países Baixos, na Alemanha e nos EUA.

Em outubro de 2011, seu romance Ó- søgur om djevulskap (”Non- estórias de demonharia”), de 2005, foi uma das 10 obras selecionadas para representar as Feroés na primeira participação do país na maior feira do livro do mundo, a Buchmesse em Frankfurt, como convidada especial da vizinha Islândia, país-tema da feira do livro de Frankfurt naquele ano. O romance é um tour de force em prosa, comparável a grandes romances do século XX como o Ulysses de Joyce ou Grande Sertão: Veredas. O romance já foi traduzido até o momento para o norueguês (nynorsk) e o islandês.

Em 2013, Tú (”Tu”), um dos poemas incluídos no presente herbário poético bilíngue fez parte do projeto Transpoesie, promovido anualmente pela União Europeia em Bruxelas. Assim como poemas de sete outros países, o de Carl Jóhan foi veículado em ônibus, bondes e vagões do metrô na capital da União Europeia, tanto no original feroês quando em traduções para o francês e o neerlandês (idiomas oficiais da Bélgica), a partir do dia 26 de setembro daquele ano (Dia Europeu das Línguas e da Diversidade Linguística.

Carl Jóhan presidiu a Federação de Escritores Feroeses no biênio 1991–92 e no triênio 2004–2006.

Soraya Madeiro

Nasceu no verão de 87, em Quixeramobim, onde sua alma ainda habita, e vive em Fortaleza, morada do coração, desde os 11 anos. É formada em Letras pela Universidade Federal do Ceará, onde também fez mestrado e doutorado em Literatura Comparada. Tem uma filha que é seu próprio satélite natural que dá graça aos dias e, principalmente, às noites. Miragem é o seu livro de estreia.

António Ramos Rosa

Destacado poeta e crítico português nascido em Faro, em 1924. António Ramos Rosa foi militante do MUD (Movimento de União Democrática) e conheceu a prisão política. Trabalhou como tradutor e professor, tendo sido um dos directores de revistas literárias como Árvore e Cassiopeia. O Grito Claro foi o seu primeiro livro de poesia, publicado em 1958. É ainda autor de ensaios, entre os quais se salienta A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979-1980). Em 1988, foi distinguido com o Prémio Pessoa. Com uma obra poética extensa, Ciclo do cavalo é considerado um dos seus melhores livros.