Marco Antonio Martire é carioca, graduado em Comunicação pela UFRJ e pós-graduado em Língua Portuguesa pela UCAM. Publicou os contos de “Capoeira angola mandou chamar” (premiados em 1999 pela Fundação de Cultura Cidade do Recife), a novela “Cara preta no mato” (ebook), e participou das coletâneas de contos “Clube da Leitura – volume III”, “Escritor Profissional – volume 1” e “Clube da Leitura – volume 4”. É membro do coletivo Clube da Leitura. Escreve para a RUBEM (www.rubem.wordpress.com) quinzenalmente às quartas-feiras. “O gato na árvore” é seu primeiro livro de crônicas.
Arquivos: Autores
Bruno de Castro
Bruno de Castro nasceu em 1986, em Fortaleza, onde vive. É jornalista e atuou nas redações dos principais grupos de comunicação do Ceará. Após dez anos como repórter, hoje é assessor de comunicação e consultor político. Especialista em escrita literária, lança agora sua primeira obra e já trabalha na produção de outras duas: uma infantil, com temática étnico-racial, e um romance.
Grazia Deledda
Grazia Maria Cosima Deledda nasceu na cidade de Nuoro, na Sardenha, Itália, em 27 de setembro de 1871 e morreu em Roma, no dia 15 de agosto de 1936. Ela foi uma das mais importantes expressões literárias da Itália entre os séculos XIX e XX, a primeira (e, até o momento, a única) mulher italiana a ganhar o prêmio Nobel de Literatura, em 1926. Deledda deixou uma obra grandiosa: 32 romances, 250 contos e outras obras. Entre os seus escritos mais conhecidos estão os romances Juncos ao vento, Cinzas e Cosima.
María Zambrano
Nascida em 1904 no município Vélez-Málaga, região da Andaluzia (Espanha), María Zambrano Alarcón foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Miguel de Cervantes em 1988, um dos mais importantes prêmios literários da língua espanhola. Filha de professores, passou boa parte da infância em Segóvia, antes de partir à capital da Espanha e iniciar seus estudos em filosofia na Universidad Central de Madrid, onde conheceu os mestres José Ortega y Gasset, García Morente, Julián Besteiro e Xavier Zubiri, que se tornariam suas referências – principalmente Ortega y Gasset. Posteriormente, lecionou em algumas instituições, incluindo como substituta de Zubiri em Metafísica na Universidad Central, numa época em que poucas mulheres tinham sequer visibilidade. Zambrano também contribuiu para alguns periódicos na década de 1930, como a Revista de Occidente, a Cruz y Raya e Hora de España, antes de se exilar por razões políticas durante a Guerra Civil Espanhola, período em que vivenciou os horrores da ditadura por estar do lado dos republicanos. Durante o exílio, passou por diversos países, inclusive nas Américas, e teve contato com nomes ilustres como Octavio Paz e Albert Camus, retornando à Espanha somente em 1982, onde faleceu no ano de 1991. Esse período também rendeu grande parte da produção de sua obra, entre ensaios filosóficos e literatura, que deu a Zambrano o título de pensadora espanhola mais importante do século XX.
Alexandre O’Neill
Alexandre Manuel Vahia de Castro O’Neill de Bulhões, poeta português, nasceu a 19 de dezembro de 1924, em Lisboa, e morreu a 21 de agosto de 1986, na mesma cidade. Para além de se ter dedicado à poesia, Alexandre O’Neill exerceu a atividade profissional de técnico publicitário. Foi fundador do Grupo Surrealista de Lisboa, com Mário Cesariny, António Pedro, José-Augusto França, diretamente influenciado pelo surrealismo bretoniano. Acabo por desvincular-se do grupo a partir de Tempo de Fantasmas (1951), embora a passagem pelo surrealismo marque indelevelmente a sua postura estética. A sua distanciação em relação a este movimento não obstou a que um estilo sarcástico e irônico muito pessoal se impregnasse de algumas características do Surrealismo, abordando noutros passos o Concretismo. O’Neill recebeu, pelas suas Poesias Completas, o Prêmio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários (1983). É a primeira vez que é publicado no Brasil.
Miguel Granja
Miguel Granja nasceu em Lisboa e é licenciado em biologia molecular. Trabalhou como jornalista de rádio na WDR (Alemanha) e na ópera de Colónia. É dramaturgo, romancista e cançonetista. Este é o seu primeiro romance juvenil.
Ana Elisa Ribeiro
Ana Elisa Ribeiro é doutora em estudos linguísticos e licenciada/bacharel em português pela UFMG. É professora e pesquisadora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, onde atua na área de edição. É escritora e publicou algumas traduções de poesia e textos técnicos do espanhol, além de textos técnicos do inglês.
Henrik Ibsen
Henrik Ibsen (1828-1906) foi um dramaturgo norueguês e um dos criadores do teatro realista moderno. Criou o “Teatro de ideias”. Em 1850, sob o pseudônimo de Brynjolf Bjarme, lançou sua primeira peça, “Catilina”, inspirada nas revoluções europeias de 1848 e nos escritos do romano Cícero.
Ibsen foi também poeta e diretor teatral. Dirigiu o Teatro de Bergen, segunda cidade mais importante do país. Em 1857, assumiu a direção do Teatro Norueguês de Kristiania (atual Oslo). Em 1858, casou-se com Suzammah Thoresen, e chegou a fazer um grande sucesso com “A Matéria de que se Fazem Reis” (1863), ambientada na Noruega medieval. Em 1864 resolveu sair do país, quando a Prússia invadiu a Noruega. Morou em diversas cidades, principalmente em Roma e Munique.
Na Itália, escreveu três outras peças que recuperam os ideais românticos e o estilo de vida escandinavo, entre elas “Peer Gynt” (1867). A obra foi tida como uma crítica ao homem moderno: conta, na forma de tragicomédia, a trajetória de um aventureiro que abandona seus princípios morais em nome da fama.
Em 1879, muda-se para Munique, onde passa os dias lendo jornais, de onde muitas vezes tira o enredo de suas peças, e escreve “Casa de Bonecas”. Muitas de suas peças foram consideradas escandalosas para a época em que foram escritas. Seus trabalhos se caracterizam pelo estudo psicológico dos personagens, principalmente da mulher e analisam a realidade contida por trás das convenções, costumes e a moralidade da época. Em 1885, Ibsen já é considerado o dramaturgo mais representado em vários países.
José María Brindisi
Nasceu em Buenos Aires, em 1969. Publicou os livros de contos “Permanece oro” (1996), “Kamikaze” (2019) e os romances “Berlín” (2001), “Frenesí” (2006), “Placebo” (2010) e “La sombra de Rosas” (2014). Participou de inúmeras antologias na Argentina, México e Espanha. Entre outros prêmios, ganhou o do Fondo Nacional de las Artes e o da Casa del Escritor. Ministra cursos de escrita criativa, colabora regularmente como crítico de diversos meios de comunicação e é diretor da revista El Ansia.
Luis Sagasti
Nasceu em Bahia Blanca, em 1963. É professor e crítico de arte. Publicou os livros Una Ofrenda musical (2017), El arte da la Fuga (2016), Maelstrom (2015), Los mares de la luna (2006) e El canon de Leipzig (1999). Belas Artes foi traduzido ao inglês e ao francês.
Belas Artes é o primeiro livro de Luis Sagasti a ser publicado no Brasil.