Para leitores de ensaios e escrita autobiográfica.
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Sobre o livro
Linea nigra, a linha de pigmentação escura que surge na barriga da mulher durante a gestação. Uma notificação física, algo linear que marca e divide a vida em duas fases, o antes e o depois da maternidade. Para umas, o período é venerado como uma divindade; para outras, amaldiçoado por tantos pesares. Mas todas concordam que gerar um ser vivo dentro de si é sinônimo de mudança, que pode ser tanto gratificante quanto assustadora.
Para Jazmina Barrera, todas as definições são válidas e corretas e ela as narra nesta obra que leva o nome da linha divisória de toda mulher que teve a vida germinada no ventre. Ao relatar o processo de sua primeira gestação, da salada de frutas que denomina o feto à maternidade em si, ela abraça o tema em uma prosa sincera, correlacionando o período às artes, à literatura, a eventos da natureza e, sobretudo, ao que sente uma mulher grávida, por mais contraditórios que sejam seus sentimentos.
A gravidez muda o corpo, a mente, a vida de uma mulher por completo. A mulher passa a ser mãe. O corpo, por um momento ou para sempre, deixa de ser só seu, e Barrera não deixa nenhum detalhe passar despercebido. Linea nigra são insights, memórias, manifesto transportados da marca na barriga às páginas deste livro.

Sobre Jazmina Barrera
Jazmina Barrera (Cidade do México, 1988) foi bolsista da Fundación para las Letras Mexicanas e beneficiaria da residência da Casa Estudio Cien Años de Soledad. Foi bolsista do programa Jóvenes Creadores del Fonca. Ela fez mestrado em Escrita Criativa em Espanhol na NYU com o apoio da bolsa Fullbright. Seus textos foram publicados em revistas como The Paris Review, El País, Words Without Borders, Malpensante, Electric Literature e The New York Times, entre outras. É autora de Cuerpo extraño, Cuaderno de faros, Linea nigra, Los nombres de los animales e Punto de Cruz. Seu livro de ensaios Cuerpo extraño venceu o Prêmio Latin American Voices 2013. Linea nigra foi finalista do Prêmio CANIEM na categoria livro do ano, do Prêmio Primera Novela e do National Book Critics Crircle’s Gregg Barrios Book in Translation Prize. Cuaderno de faros fez parte dos selecionados do Prêmio Von Rezzori. Seus livros foram publicados em nove país e traduzidos ao inglês, italiano, holandês e francês. É sócio-fundadora da Ediciones Antílope. Vive na Cidade do México.
Ver outros livrosPara quem é este livro?
Para quem se interessa por relatos sobre gravidez e maternidade.
Para leitores que gostam de textos em diálogo com literatura e outras artes.
Para clubes de leitura que desejam discutir corpo, identidade e cuidado.
Aprofunde a leitura
- ResenhaEl Hablador
Maternidade e criação em “Linea Nigra”
↗ (abre em nova aba)Eliana Del Campo lê o livro de Jazmina Barrera a partir das tensões entre maternidade e trabalho artístico. A resenha acompanha sua construção fragmentária e os vínculos entre mães, filhas e escritoras. Texto em espanhol sobre uma edição anterior à brasileira.
- ResenhaREVELL, UEMS
De filha a mãe, de volta a filha: uma leitura de “Linea Nigra”
↗ (abre em nova aba)Guilherme Belcastro de Almeida investiga como a experiência da maternidade transforma a relação da narradora com sua própria mãe. O artigo aproxima corpo, imagens e vínculos entre gerações a partir da edição brasileira do livro.
- EntrevistaJornal de Brasília / Folhapress
Maternidade e escrita: Jazmina Barrera na Flip
↗ (abre em nova aba)Em reportagem de Anna Virginia Balloussier durante a Flip de 2024, Jazmina Barrera comenta as transformações da maternidade e sua relação com a escrita. O texto aborda “Linea Nigra” e menciona a edição brasileira da Moinhos.
- ResenhaA Lábia
“Linea Nigra” entre os diários de A Lábia
↗ (abre em nova aba)Ana Lima Cecilio comenta a edição brasileira de “Linea Nigra”, destacando o diário de gestação, as relações familiares e a pesquisa de Jazmina Barrera sobre experiências femininas na arte e na literatura.
- EntrevistaEl País
Maternidade, identidade e criação em “Linea Nigra”
↗ (abre em nova aba)Em entrevista a Adrián Cordellat, Jazmina Barrera conversa sobre as mudanças da maternidade na identidade e no trabalho criativo. A autora comenta também o diálogo com outras mulheres que escreveram sobre gestação, parto e amamentação. Texto em espanhol sobre uma edição anterior à brasileira.
- ResenhaPublishers Weekly
“Linea Nigra” na Publishers Weekly
↗ (abre em nova aba)A resenha destaca a construção fragmentária, a precisão da linguagem e as relações entre gestação, família, arte e perda no ensaio de Jazmina Barrera. Texto em inglês sobre a tradução de Christina MacSweeney.
- ResenhaKirkus Reviews
A força lírica de “Linea Nigra”
↗ (abre em nova aba)A Kirkus Reviews examina como Jazmina Barrera entrelaça a gravidez, os primeiros meses do filho e as vozes de outras escritoras. A crítica destaca a prosa lírica e a forma fragmentária do livro. Texto em inglês sobre outra edição.
- EntrevistaPliego Suelto
A escrita e as redes de cuidado em “Linea Nigra”
↗ (abre em nova aba)Em conversa com Laeticia Rovecchio Antón, Jazmina Barrera explica como seu diário de gravidez se tornou um livro. A entrevista aborda maternidade como assunto literário, artes visuais e a responsabilidade coletiva pela criação dos filhos. Texto em espanhol sobre uma edição anterior à brasileira.
Dados técnicos
Título: Linea Nigra
Autora: Jazmina Barrera
Tradutora: Silvia Massimini Felix
ISBN: 978-65-5681-135-2
Edição: 1ª
Dimensões: 14×21 cm
Páginas: 144
Gênero: Ensaio
Ano: 2023




