Para quem gosta de contos intensos e de horror ligado à vida cotidiana.
Sobre o livro
Em Rinha de galos, seu primeiro livro de contos, a equatoriana María Fernanda Ampuero seleciona um texto do poeta argentino Fabián Casas como epígrafe para, de alguma maneira, antecipar o que virá nas páginas seguintes: “Tudo que apodrece forma uma família”. Este é um livro sobre os laços e sua brutalidade quando se rompem, quando são atravessados pela perversão; um livro sobre como o espaço familiar, que deveria ser de proteção e segurança, é, em muitos casos, o lugar no qual se concretizam as violências mais indescritíveis, aquelas que deixam cicatrizes permanentes. “À noite, galos gigantes, vampiros, devoravam minhas tripas, eu gritava, e ele vinha à minha cama e voltava a me chamar de mulherzinha”, escreve em “Leilão”, o primeiro e chocante relato, que põe em primeiro plano o corpo e sua vulnerabilidade. Nestes contos há mulheres e meninas que assistem a filmes de terror para se acostumar a lidar com monstros; salta à vista a terrível desigualdade do Equador, que se replica em toda a América Latina; a vida cotidiana é interrompida, atacada por uma violência generalizada. As relações de poder são reproduzidas no lar: talvez a crueldade seja a norma nos contos de Rinha de galos porque Ampuero a conhece e a entende, porque sua escrita tem uma íntima relação com a beleza e a violência.
Mariana Enriquez
Para quem é este livro?
Para leitores de literatura latino-americana contemporânea.
Para quem se interessa por narrativas sobre família, desigualdade e violência.
Para leitores que aceitam o desconforto como parte da experiência literária.
Aprofunde a leitura
Os muitos nomes da violência na escrita de María Fernanda Ampuero
(abre em nova aba)José Eduardo Landim aproxima "Rinha de galos" e "Sacrifícios humanos" para observar as diferentes formas do horror na escrita de Ampuero. A leitura destaca a força de suas narrativas e o medo que nasce das relações entre pessoas, dentro e fora de casa.
“Rinha de galos”: mulheres monstruosas na literatura equatoriana
(abre em nova aba)Resenha sobre a violência contra mulheres e os pesadelos cotidianos nos contos de María Fernanda Ampuero.
Em “Rinha de galos”, todos matam, ou morrem
(abre em nova aba)Leitura crítica da violência física, emocional e sexual nos contos de “Rinha de galos”, de María Fernanda Ampuero.
“Rinha de galos” no Translating Women
(abre em nova aba)Crítica sobre violência, resistência e sobrevivência feminina nos contos de María Fernanda Ampuero. Texto em inglês sobre “Cockfight”, tradução de Frances Riddle.
“Rinha de galos” na Kirkus Reviews
(abre em nova aba)Resenha sobre a linguagem e os efeitos da violência nos contos de María Fernanda Ampuero. Texto em inglês sobre outra edição do livro, intitulada “Cockfight”.
La experiencia de lo cotidiano — uma leitura de “Rinha de galos”
(abre em nova aba)Jorge Martínez analisa a violência contra mulheres e as desigualdades presentes no cotidiano dos contos. Texto em espanhol sobre “Pelea de gallos”, edição da Páginas de Espuma.
Una brutalidad que perturba — “Rinha de galos” no El Hablador
(abre em nova aba)Omar Guerrero examina o horror humano, a violência doméstica e as relações de poder nos contos. Resenha em espanhol sobre outra edição do mesmo livro.
Books593: resenha de “Rinha de galos”
(abre em nova aba)Episódio de 4min36s dedicado à coletânea de María Fernanda Ampuero. Resenha em espanhol, apresentada com o título original “Pelea de gallos”.
Dados técnicos
Título: Rinha de galos
Autora: María Fernanda Ampuero
Tradutora: Silvia Massimini Félix
ISBN: 978-65-5681-042-3
Edição: 1ª
Dimensões: 14×21 cm
Páginas: 112
Gênero: Contos
Ano: 2021





