Raimundo Neto - Editora Moinhos

Raimundo Neto

É psicólogo e trabalha no Tribunal de Justiça de São Paulo. Com esse livro de contos venceu o Prêmio Paraná de Literatura 2018, e foi finalista do Prêmio Sesc de Literatura com um romance inédito, naquele ano. Colaborou com sites e revistas literárias, como a São Paulo Review. Nasceu no Piauí, em 1982, onde viveu até 2014, quando mudou-se para São Paulo. Foi um dos convidados do evento literário Printemps Littéraire Brésilien que aconteceu na França, em 2019.

  • Todo esse amor que inventamos para nós

    Neste volume de contos as vozes são muitas e uma só. Construído numa linguagem poética, é na vida prosaica que os personagens circulam como diante de nossos olhos. Encarnados, pulsantes, naturezas que não cabem nos nomes que recebem. No universo onde a homossexualidade é castrada e violentada, as narrativas encaminham nossa leitura para o interior de necessidades e desejos que raramente são tão bem iluminados. Conduzem o leitor ao interior dos personagens para ouvir “aquele som de caverna esvaziada, inexplorada, e fogueira apagada há milênios”. Os personagens procuram costurar a própria identidade. Costuram o que foi rasgado, rompido, interrompido. Querem ser chamados pelo nome. Mas o nome não nomeia. O trauma prende seus protagonistas ao presente, “o tempo é questão de ferida”, tornando-se insuportável. Neste potente livro o que é limite torna-se limiar, a ferida está sempre prestes a aumentar. A obra investiga a casa como um corpo, o corpo da mãe e o corpo do mundo, o quanto esse corpo é vivo e abrigo, e o quanto ele é a câmara que precede o desfazimento. “Como é que escapa de uma mulher todo esse amor que inventamos para nós na casa?”.

    Andréa Del Fuego

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