A observação atenta dos fatos, a leitura incessante de notícias, mas também de livros, o contato inescapavelmente virtual com colegas e alunos provocaram as reflexões deste livro, que, de maneira geral, aborda as relações entre ensinar língua materna e os usos e aplicações das tecnologias digitais da informação e da comunicação (TDIC). Atualizados e ampliados, os textos que compõem este livro ajudam a (re)pensar a escola e a atuação docente não apenas em momentos de crise aguda, mas também no dia a dia da sala de aula, na atividade normal e sempre desafiadora, afinal, de quem exerce a docência em tempos atuais. Além de reflexões acadêmicas, os capítulos aqui podem ser lidos como espaços de especulação, exercícios do pensar, exercícios de organização de ideias, entre idas e vindas necessárias ao diálogo. Tendo a crise sanitária de 2020 como marco, muitos temas vêm à tona nestas reflexões, incluindo o ensino mediado por telas e a plataformização de tudo. Em anos mais recentes ainda, chegaram as inteligências artificiais gerativas para somar mais uma inquietação ao cenário da educação básica (e superior). De maneira alarmada, as questões do ensino de língua se assombraram com as possibilidades fraudulentas da IAG para a leitura e a produção de textos. De outro lado, muitos continuam num contrafluxo, tentando mostrar usos interessantes e inteligentes das máquinas, inclusive na escola. Os embates continuam, assim como os dilemas e os desafios. Esta obra é um convite àqueles e àquelas que estejam dispostos a uma troca de ideias que, por vezes, também põe o dedo nas feridas e pretende trabalhar por futuros viáveis e mais equânimes para todos e todas.
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