Para leitores de poesia portuguesa contemporânea.
Sobre o livro
Nesta Mulher ao Mar, o novo irrompe. Irrompe exactamente do rasgão que produz no arcaico. É o recém-nascido que matou na exsanguinação do parto a mãe, mas que não se liberta dos seus genes. Ao longo dele, vamos deparando com espartilhos formais, glosas, sonetos. Com pesadas palavras já não ditas, anelo, cenho, cilício, tersas. Estas convivem com um léxico da vulgaridade, a que não falta mesmo a F-word, com um léxico da domesticidade, com fortes marcadores da escrita pós-moderna, com emblemas do lirismo – “como lira a estridência dos nossos corpos de sombrias raparigas” –, com certas importações de dicionários específicos: petéquias, película sobre-exposta, parafina. Com o mundo dos chats, os links e a sonda a Mercúrio. Se o léxico de Cesário ainda surpreende, preparem-se para a surpresa estes leitores.
Hélia Correia
Para quem é este livro?
Para quem se interessa pelo diálogo entre formas tradicionais e experimentação.
Para leitores que apreciam mudanças de registro e invenção vocabular.
Para quem deseja conhecer a poesia de Margarida Vale de Gato.
Aprofunde a leitura
O mar revisitado de Margarida Vale de Gato
(abre em nova aba)Adriele Lima de Figueiredo analisa “Mulher ao Mar Brasil”, destacando a revisão feminista da tradição literária, o desejo, o erotismo e a liberdade feminina.
O corpo em “Mulher ao Mar Brasil”
(abre em nova aba)Adriele Figueiredo investiga o corpo como espaço de escrita, herança e resistência na poesia de Margarida Vale de Gato.
Dados técnicos
Título: Mulher ao Mar Brasil
Autora: Margarida Vale de Gato
ISBN: 978-65-5681-056-0
Edição: 1ª
Dimensões: 14×21 cm
Páginas: 104
Gênero: Poesias
Ano: 2021




