Thiago Martins - Editora Moinhos

Thiago Martins

Thiago Oliveira Martins Costa Luz é bancário e escritor em Brasília, cidade de seu nascimento e base de sua cultura. Formado em letras português pela Universidade de Brasília. Filho de migrantes do Piauí e Rio Grande do Sul, esposo apaixonado e pai orgulhoso. Nerd por opção, rockeiro por osmose e botafoguense porque essas coisas acontecem.

  • Cada tempo tem a tragédia que merece

    Os contistas contemporâneos têm uma missão hercúlea e ingrata. O novo nos toma de assalto e transforma as relações de maneira nunca vistas antes.  O que aumenta ainda mais a importância do registro cotidiano. Cada tempo tem a tragédia que merece nos oferece uma oportunidade de olhar para este presente repleto de novidades, e algumas que não são tanto assim. Thiago Martins consegue despir as indagações do indivíduo comum, que apesar de não parecer, ultrapassam os textos de 140 caracteres, os likes e os memes. Uma obra que certamente merece ser “compartilhada”.

    Vitor Feitosa Ricardo

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    Cada tempo tem a tragédia que merece
  • Araruama: o livro das sementes

    Em Araruama, o momento do nascimento é um ritual sagrado. Monâ, a mãe do tempo e de todas as coisas, costura a duração de vida dentro do corpo de cada criança. Ao som das palavras de Majé Ceci após o parto, cada destino é selado: Kaluanã, nascido para uma vida mais longa que os números podem dar conta; Obiru, o capanema que morrerá jovem, destinado a descascar mandioca sob o olhar de desgosto do pai; Apoema, a que vê além e sonha em voar.

    Em O Livro das Sementes, o primeiro volume da série, o leitor é transportado para uma realidade dura e encantada, onde as palavras são magia, a fl oresta é o mundo e forças determinam o equilíbrio da Ibi, a terra. A harmonia se baseia nas regras dos deuses, onde morte e vida, caça e caçador convivem até que a luz se apague.

    Mas este ciclo tão familiar pode estar com os dias contados, pois sobre a Ibi se espalha um sentimento novo e incômodo: uma “fome sem apetite”, uma paixão pelas pedras derretidas. É o anúncio de que tempos sombrios estão por vir, sob formas nunca vistas antes – e os destinos das crianças de Araruama estão tão entrelaçados como raízes retorcidas.

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    Araruama