Marco Severo - Editora Moinhos

Marco Severo

É professor formado em Letras/Inglês pela Universidade Federal do Ceará. Tem contos publicados no Brasil e no exterior. Colabora com diversos sites voltados para literatura. É também professor e orientador de alunos de Escrita Criativa. Antes desse livro publicou Os escritores que eu matei (2015, crônicas), Todo naufrágio é também um lugar de chegada (2016) e Cada forma de ausência é o retrato de uma solidão (2017), ambos de contos e Coisas que acontecem se você estiver vivo (2018, crônicas) e retornou ao conto em Se eu te amasse, estas são as coisas que eu te diria (2019). Pode ser contactado através do seu site: www.marcosevero.com.br

  • Um dos nomes inventados para o amor

    Depois de três livros de contos, Marco Severo chega à novela com um enredo vigoroso, que extrapola os temas e questionamentos já suscitados pelo autor, seja em sua obra como contista ou cronista. O cotidiano e seus entornos – suas mazelas, suas grandezas, seus personagens repletos de humor, medo, ternura, coragem – nada passa despercebido ao olhar perspicaz do autor, que observa a sociedade em sua ampla diversidade como se estivesse presente em cada canto, e deles pudesse extrair o essencial para narrar um pouco do que somos todos nós.

    Neste livro você vai conhecer Cacilda, uma mulher que nasceu para o amor – desesperadamente. Engolfada em situações-limite desde a infância, Cacilda passa a conhecer todos os tipos de meandros disfarçados de normalidade. Transitamos do universo dos livros para as ruas, bingos clandestinos, casas de massagem, igrejas neopentecostais – tudo isso em meio a fugas, assassinatos, amores perdidos e encontrados, e uma protagonista sem rédeas nem escrúpulos, e pronta para atingir seus objetivos numa busca frenética pela descoberta do sentimento que acredita lhe ter sido negado desde sempre e que precisa enraizar dentro de si.

    Um dos nomes inventados para o amor é uma história sobre caçar a si mesmo – sem se preocupar com o que vai encontrar – nem mesmo os tantos significados possíveis que pode ter a palavra amar.

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  • Coisas que acontecem se você estiver vivo

    Três anos após a publicação de Os escritores que eu matei, seu primeiro livro de crônicas, Marco Severo volta ao gênero com Coisas que acontecem se você estiver vivo. Aqui, seu elemento é a vida, o olhar ora delicado, ora mordaz, para as vivências do cotidiano, as pessoas e histórias que às vezes nos passam desapercebidas são, neste livro, elevadas ao lugar de protagonismo, porque a escrita de Marco coloca sob a lente da lupa justamente a realidade comezinha, as coisas aparentemente desimportantes e, quando terminamos a leitura de mais uma crônica, nos damos conta de que são justamente essas que têm (ou deveriam ter) mais importância. As imperceptíveis dores do crescimento e do que nos faz crescer, sua maneira peculiar de contar seus anos de vida, o valor das atitudes, por menor que sejam, que temos para com os outros, as relações com o passado e com as gerações familiares que nos precedem e reflexões sobre os relacionamentos contemporâneos, a necessária tentativa de trazer leveza para a vida e a relevância da palavra para que o ser humano possa se conectar a outro ser humano. Está tudo aqui, neste livro que se lê com a urgência dos dias que vivemos.

    LIVRO ESTÁ SENDO PRODUZIDO SOB DEMANDA.
    TEMPO DE PRODUÇÃO É DE 15 DIAS ÚTEIS.
    SE COMPRADO COM OUTROS LIVROS, O PEDIDO SÓ SERÁ ENVIADO QUANDO ESTE TÍTULO ESTIVER PRONTO.

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  • Se eu te amasse, estas são as coisas que eu te diria

    Diz o poeta que amar e mudar as coisas interessa mais. Nasce daí a pergunta: até que ponto pode o amor mudar a realidade no seu entorno e para além dele? As possíveis respostas estão no novo livro de Marco Severo, Se eu te amasse, estas são as coisas que eu te diria.

    Em seu terceiro livro de contos, Severo aproxima-se do amor. Não o amor piegas, repleto de um sentimentalismo que mais causa rejeição do que atração. Embora todas as quatorze histórias do seu livro estejam de forma inegável alinhadas ao sentimento cantado em sua forma mais expressiva em língua portuguesa por Camões, os caminhos que o autor decidiu fazer seus personagens atravessarem não são desconhecidos para aqueles que já leram Marco Severo: escolhas impossíveis, amores que perduram de maneira clandestina apesar dos amores oficiais, decisões que acarretam em reminiscências nostálgicas, o amor que aceita a perda; o amor que, podendo ter sido dado, nunca foi. Em suas histórias, narrativas ora contadas de forma lírica, ora de forma mais dura e realista. O que se faz presente em essência é a nossa (des)humanidade, tantas vezes colocada à prova quando confrontadas com aquilo ou aquele a que se ama – ou que se pensa que ama ou deveria, poderia amar.

    Mas basta ler a epígrafe do livro para perceber este também é um livro solar. Tantas são as possibilidades de amor quantas são as vivências humanas, e Marco Severo nos faz vivenciar cada uma delas.

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    se eu te amasse
  • Cada forma de ausência é o retrato de uma solidão

    Depois do bem recebido Todo naufrágio é também um lugar de chegada, Marco Severo está de volta com este novo livro de contos. Nestas vinte e duas histórias, o leitor torna-se espectador in loco, capaz de ouvir o que está ao redor, sentir o cheiro, testemunhar com olhos que, por vezes, prefeririam refutar o que se apresenta como cenário, uma vez que sua literatura causa efeitos contraditórios: o embevecimento pode estar lado a lado com o grotesco. O que tem a aparência de pares antagônicos, no entanto, nada mais é do que a vida real, retratada nesses contos com a força e a coragem necessárias para o seu enfrentamento.

    A lente com a qual o autor enxerga o mundo não recua diante de nada. É assim que assistimos na fileira da frente ao encontro inusitado de dois irmãos, separados pelas contingências do destino; a uma mulher conquistar seu sonho de infância quando já não parecia mais possível e a uma outra transformar sua existência num pesadelo quando tudo vivia em aparente calmaria. Em todas as histórias, encontramos seres humanos carregando dentro de si o peso do mundo transmutado em ausência e solidão. Mas o que percorre cada narrativa de Severo vai para além das perdas e dos isolamentos de cada um: é o que cada personagem faz a partir de suas histórias, é o que está para além do que a câmera mostra, do que os sentidos podem perceber, servindo-lhes de construto e alicerce. Terminada a última história, duas coisas se tornam claras: a primeira é que o autor tem uma verve impetuosa, e a segunda é que seu estilo está ainda mais intenso, para a sorte de que ler este Cada forma de ausência é o retrato de uma solidão.

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    Cada forma de ausência
  • Os escritores que eu matei

    A partir da epígrafe, já se pode notar a que veio o livro de crônicas de Marco Severo. Os escritores que eu matei é uma deliciosa leitura sobre o universo da literatura e suas descobertas, e também um livro que provoca com seu humor peculiar, que fala diretamente ao leitor através de seu estilo movediço, dinâmico, reflexivo. As crônicas – parte delas publicadas anteriormente em blogs na internet e retrabalhadas para este volume, aliadas a outras inéditas – são o resultado de quase quatro anos contribuindo com o pensar e o fazer literário, aqui elevados à potência máxima, culminando com seis novas crônicas escritas especialmente para esta nova edição revista e ampliada, e que atestam a vigorosa escrita do autor, que tem a capacidade de nos fazer querer caminhar com ele por este universo de encantamentos que é a literatura, virando página após página, seduzidos pelos labirintos da palavra. Dono de um estilo sagaz, ao criar uma obra a um só tempo incisiva e sensível, Marco Severo comprova que a literatura ganhou um cronista de mão cheia.

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    Os escritores que eu matei
  • Todo naufrágio é também um lugar de chegada

    Não existe transformação possível se a travessia for serena. É o que parece nos dizer esta obra de Marco Severo que você pode estar prestes a ler. Em cada conto, em cada personagem, situações colocam o ser humano confrontado com o mundo à sua volta e consigo mesmo. Reunidas nestas vinte histórias estão o medo, a loucura, a infância amarga, a velhice decrépita, a desesperança, a morte. Mas não só, porque falar dessas coisas é também tratar do seu oposto.

    É assim que o leitor entrará em contato com a paz advinda do aprendizado amoroso, as descobertas dos muitos eus que nos habitam, o recomeço após perdas debilitantes, a esperança que não se perde nunca. São histórias de homens e mulheres soltos no inescapável labirinto da vida, por onde ninguém passa incólume. Para além do devir inerente ao ser humano em sua imensa capacidade de mutação, esta obra perfaz no leitor o trajeto de volta, o olhar generoso para com as vivências possíveis, a delicadeza que existe em cada gesto.

    É também um livro que provoca, ao nos fazer refletir sobre as possibilidades daquilo que faz ser quem somos ou podemos vir a ser, se estivermos inseridos nas circunstâncias que nos exigem atitudes que, muitas vezes, só sabemos ser capazes de tomar diante do fato. Entrar neste universo é abrir-se para o que existe de mais desconhecido em nós mesmos, é ser tocado pela ficção e atravessado pela realidade. Aqui, naufrágio não é fim, é possibilidade de começo. Ou de recomeço. Chegar a um lugar diferente do que se espera é uma das possibilidades de ser. Em meio a isso tudo, uma narrativa sedutora, capaz de arrebatar o leitor desde as primeiras linhas e envolvê-lo num abismo de sensações evocadas a partir do impacto causado por cada uma das histórias. Todo naufrágio é também um lugar de chegada é sobretudo uma obra para quem quer ler histórias memoráveis, contadas por um escritor de prosa incendiária.

    Orelha do livro Todo naufrágio é também um lugar de chegada.

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    Todo naufrágio é também um lugar de chegada