Lucas Barroso - Editora Moinhos

Lucas Barroso

Lucas Barroso nasceu em Porto Alegre. É autor do romance Virose, editora Bartlebee (2013). Já participou de coletâneas e tem textos publicados na web. Mantém a página Café Preto e Solidão (http://lsbarroso.blogspot.com.br/), onde é possível contatá-lo.

  • Um gato que se chamava Rex

    Pode alguém sentir que nasceu dentro de um corpo errado?”. É o que pergunta e instiga o narrador de Um gato que se chamava Rex, a mais recente publicação da editora Moinhos. O livro infantil é de autoria de Lucas Barroso (Virose, 2013, e Um Silêncio Avassalador, 2016) e tem ilustrações são de Humberto Nunes.

    A história conta as aventuras e desventuras de um gato que acredita ser cachorro e, por esse motivo, recebe o nome de Rex. Um livro que fala do respeito as diferenças, além de tratar do valor da amizade.

    “As dificuldades de convívio mais fraterno e humano, nestes tempos em que o preconceito anda solto, tem-se aí uma oportunidade de, numa história infantil, partir para a reflexão sobre a aceitação do outro, respeitando suas singularidades”, diz a jornalista, escritora e professora Luiza Carravetta, que assina a contracapa da edição.

    Um gato que se chamava Rex é o primeiro título infantil de Lucas Barroso. Segundo ele, a criação da obra surgiu a partir de outra ideia. “Quando era criança, me recordo de ouvir aqueles vinis coloridos, que contavam histórias infantis clássicas. Tinham muitas fábulas tradicionais. Acho que meu livro remete um pouco a essa memória afetiva. Mas o curioso é que a ideia inicial era um conto adulto, um diálogo de um gato com seu dono. Enquanto fazia o rascunho, surgiu essa fagulha e apareceu o Rex. O bichinho tomou conta e me levou para essa história que esta aí.

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  • Um silêncio avassalador

    Os contos de Lucas Barroso mimetizam os sons de um universo assustadoramente semelhante ao nosso, que pulsa ininterrupto do lado de fora destas páginas, e onde a felicidade não passa de uma farsa, uma autoinvenção, que nos assombra justamente por sabermos de sua impossibilidade.

    Nascer, crescer, morrer, degenerar. A vida como um processo de espera onde pessoas são meras engrenagens em que executam funções nessa dantesca linha de montagem que é a existência, pedaços de “carne argilosa, incrustada de ossos, fiações, buscando algo que nos faça ignorar os sentidos que criamos”. Lacunas ruindo, subjugadas por pressões com as quais não sabem lidar. Convenções sociais cruéis, o doloroso jogo das expectativas impostas subjetivamente, da idealização versus realidade.

    Diante da impotência perante a vida, os vícios, seja o sexo, o álcool, a cocaína ou mesmo o que convencionamos chamar de amor, são apenas formas de silenciar a solidão, de abafar esse som ensurdecedor que o nada produz. Por isso, os personagens de Um silêncio avassalador, que somos nós, carregam sempre um vazio que buscam preencher desesperadamente, um vazio que reverbera esse silêncio avassalador em nosso íntimo, mas que nunca somos capazes de externar, pois há sempre um nó na garganta no meio do caminho.

    Trecho da orelha escrita por André Timm

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