Theo G. Alves - Editora Moinhos

Theo G. Alves

theo g. alves é poeta, contista e fotógrafo. nasceu em dezembro de 1980, em natal – rn, mas é radicado em currais novos, cidade do mesmo estado. publicou os livros artesanais “loa de pedra” (poesia) e “a casa miúda” (contos), além de ter participado das coletâneas “tamborete” (poesia) e “triacanto: trilogia da dor e outras mazelas” (contos). em 2009, lançou o “pequeno manual prático de coisas inúteis” (poesia e contos); em 2015, “a máquina de avessar os dias” (poesia), ambos pela editora flor do sal.

  • doce azedo amaro

    O livro de doce azedo amaro, de Theo G. Alves é uma viagem pela poesia ainda possível de encontrar num mundo feito só de brutalidades. Cabe ao poeta descobrir essas palavras generosas ao homem para tornar a vida melhor, nem que seja por um instante. Como diz o poeta, em um de seus poemas, antes da poesia era só o estampido, o soco, o tiro, o golpe, a faca, a foice. Mas a poesia tem, sim, o poder de anular esses ferimentos cicatrizados na vida. O poeta diz: “ávido, espero/ o decreto de meu último/ silêncio/…/”, como se a dizer que a palavra, infelizmente, talvez já esteja em desuso. O poeta se afirma vítima de muitas armadilhas do poema, mas sabe se proteger. O importante é construir sempre essa poesia escondida nos becos, naquele homem que caminhava pelos desertos, nas Dulcineias caladas no caminho, à espera ou à procura do Cavaleiro da Triste Figura, D. Quixote, que luta sempre contra visões, mas sempre em favor da Beleza. O poeta também recorre à memória para encontrar as imagens da infância, ainda vivas dentro de si. O livro de Theo G. Alves deixa uma mensagem significativa: muitas vezes, o amor é maior que o próprio amor. Um livro de poesia, de um poeta que sabe de seu ofício de escrever e sabe, também, como observa em um de seus poemas, que “o poema é sempre uma violência”.

    Álvaro Alves de Faria

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