Carlos Alberto de Souza - Editora Moinhos

Carlos Alberto de Souza

Carlos Alberto de Souza é professor Associado II, da área de língua e literatura italianas, do Departamento de Letras Estrangeiras, da Universidade Federal do Ceará, desde 1977. Graduado em Letras pela UFC, em 1976, cursou, nessa mesma Instituição, tanto o Mestrado em Literatura Brasileira, com a dissertação em literatura comparada, intitulada “Afinidades e diferenças entre Elio Vittorini, em Conversa na Sicília, e João Cabral de Melo Neto, em Morte e Vida Severina”, em 2005, quanto o Doutorado em Linguística, com a tese em lexicologia, intitulada “A linguagem regional-popular na obra romanesca de Rachel de Queiroz”, em 2013. O autor tem tido uma produção acadêmica diversificada, da qual ilustram “Analisi Riassuntiva del Libro I ventitre giorni dela città di Alba” (Revista de Letras, Fortaleza, v. 112, 1984); “Uma análise psicossocial do romance Diva, de José de Alencar” (Discurso e Memória em Alencar. Fortaleza; Programa de Pós-Graduação em Letras – Mestrado em Literatura Brasileira, 2004); “Atualidades, desafios e perspectivas para o Curso de Letras da Universidade Federal do Ceará” (Coletânea CH 40 anos. Fortaleza: Edições UFC, Imprensa Universitária, v. I, 2011); e “Conversa na Sicília e Morte e Vida Severina” (ABPI, v. II, 2009).

  • Diálogos entre poetas: Elio Vittorini e João Cabral de Melo Neto

    O livro do professor Carlos Alberto de Souza propõe uma analogia de extrema pertinência crítica e de forte intensidade hermenêutica. Será realmente possível encontrar pontos de contato entre Elio Vittorini e João Cabral de Melo Neto? Este estudo consegue, brilhantemente, traçar o perfil de dois artistas capazes de fazer da pobreza a premissa para o mais nobre poema e, contemporaneamente, revelar por trás das sugestões do mais enxuto entusiasmo lírico a dureza da miséria, a sua impetuosa desumanidade. Surpreende, na verdade, como Carlos Alberto de Souza consegue restituir a verdade ao especial pacto literário que estreita conjuntamente poesia, romance e paixão civil, mostrando o pulsar de uma beleza que ultrajada, sem complacência do – e no – sofrimento. A contida e dilacerada poética dos dois escritores, objeto deste livro, é muito mais que uma simples questão de estilo. Elio Vittorini e João Cabral de Melo Neto fazem do Nordeste brasileiro e do Sul da Itália o símbolo de uma chaga, que é individual, histórica, e, por isso, universal.

    Yuri Brunello

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