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Nona manhã ,

Título: Nona manhã
Autora: Carl Jóhan Jensen
Dimensões: 14 x 21 cm
Páginas: 72
Gênero: Poesia
Ano: 2017
Edição: 1ª

PRÉ-VENDA

R$35,00

ID do produto: 1987 REF: T01. Categorias , .

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SOBRE O LIVRO

A literatura contemporânea tende amiúde à simplicidade tanto na poesia quanto na prosa. Porém, Carl Jóhan Jensen não segue essa tendência: sua poesia é quase barroca com sua linguagem torneada e seus floreios verbais.

Quando se trata de criar novas palavras e novos significados a partir dos antigos, Carl Jóhan Jensen é influenciado pelo seu antecessor, o poeta Regin Dahl (1918-2007). Regin era, da mesma forma que Carl Jóhan, um profundo conhecedor do idioma feroês, criado que fora num ambiente que lhe proporcionou uma enorme riqueza linguística. E da mesma forma que Carl Jóhan, Regin Dahl aproveitava aquele legado de forma inovadora, criando novas metáforas e novos vocábulos a partir da poesia tradicional feroêsa e de outras fontes arcaicas.

Carl Johan Jensen desconstrói não apenas a linguagem mas também o tempo. No poema THE REVEREND DÜNN’S CONCEPT OF TIME, ele faz Einstein dizer a alguém, que é o eu póetico ou outra pessoa no oceano do tempo, que o tempo não existe. O toque do quarto de não tem sentido algum, pois o tempo se desfez. Um símbolo recorrente em vários poemas é a matraca, que bate e mede o tempo de forma diferente que o relógio e o calendário aos quais estamos perpetuamente sujeitos.

A poesia de Carl Johan Jensen lança um desafio ao leitor. A poética dele é tão meticulosa que, para a maioria dos leitores, se mostra enigmática à primeira vista. Porém, se o leitor se entregar à leitura repetida dos poemas, eles se tornam prenhes de significados e atmosferas infinitas.

 

SOBRE O AUTOR

Carl Jóhan Jensen nasceu a 2 de dezembro de 1957 e se criou em Tórshavn, capital das ilhas Feroés. É casado e tem dois filhos com Kate Anderson, desde 2012 embaixadora das ilhas Feroés junto à União Europeia em Bruxelas.

Em 1973, mudou-se para a Dinamarca (reino na Escandinávia do qual as Feroés fazem parte, apesar de o país possuir autodeterminação e um governo local), onde concluiu seus estudos secundários pela Sorø Akademi (1976).

De volta ao país natal, trabalhou um período como jornalista, durante o qual estudou em língua e literatura feroesas pelas Universidade das Feroés (Fróðskaparsetur Føroya) (1979-1981). A seguir, formou-se em língua e literatura islandesas pela Universidade da Islândia (Háskóli Íslands) (1987). Em 1990, cola o grau (cand.phil.) em língua e literatura feroesas.

Carl Jóhan é, há mais de um quarto de século, uma das personalidades mais atuantes da cultura feroesa como poeta, jornalista, ficcionista, articulista e crítico literário. Além disso, traduziu obras de autores como August Strindberg, Clæs Andersson, Alan Ayckbourn, Dario Fo, C.S. Lewis e Brian Moore, além dos islandeses Arnaldur Indriðason, Gyrðir Elíasson, Einar Kárason, Oddný Eir Ævarsdóttir, Héðinn Unnsteinsson e Friðrik Erlingsson.

Duas de suas coletâneas de poesia, Hvørkiskyn (“Gênero Neutro”, 1989) e um coletânea de sonetos e outros poemas, 1997), foram indicadas para o prêmio de literatura do Conselho Nórdico em 1990 e 1998, respectivamente. Pontilhada de referências à mitologia nórdica, grega e cristã, a poesia de Carl Jóhan Jensen busca um desvio intencional da poética tradicional feroesa, pois, segundo o poeta, a literatura feroesa se mantinha estagnada há décadas senão séculos.

Também recebeu o prêmio feroês de literatura (Mentanarvirðisløn M.A. Jacobsen) em seu país em três ocasiões (1989, 2006 e 2015). Foi indicado cinco vezes ao prêmio de literatura do Conselho Nórdico, três das quais pelos livros de poemas: Hvørkiskyn (Neutro) em 1991, Tímar og rek (“Tempos e marés”) em 1998 e September í bjørkum sum kanska eru bláar (“Setembro nas bétulas que quiçá são azuis”) em 2008.

Obras de Carl Jóhan já foram traduzidas e publicadas em livros, coletâneas e revistas na Dinamarca, na Noruega, na Suécia, na Islândia, nos Países Baixos, na Alemanha e nos EUA.

Em outubro de 2011, seu romance Ó- søgur om djevulskap (”Non- estórias de demonharia”), de 2005, foi uma das 10 obras selecionadas para representar as Feroés na primeira participação do país na maior feira do livro do mundo, a Buchmesse em Frankfurt, como convidada especial da vizinha Islândia, país-tema da feira do livro de Frankfurt naquele ano. O romance é um tour de force em prosa, comparável a grandes romances do século XX como o Ulysses de Joyce ou Grande Sertão: Veredas. O romance já foi traduzido até o momento para o norueguês (nynorsk) e o islandês.

Em 2013, Tú (”Tu”), um dos poemas incluídos no presente herbário poético bilíngue fez parte do projeto Transpoesie, promovido anualmente pela União Europeia em Bruxelas. Assim como poemas de sete outros países, o de Carl Jóhan foi veículado em ônibus, bondes e vagões do metrô na capital da União Europeia, tanto no original feroês quando em traduções para o francês e o neerlandês (idiomas oficiais da Bélgica), a partir do dia 26 de setembro daquele ano (Dia Europeu das Línguas e da Diversidade Linguística.

Carl Jóhan presidiu a Federação de Escritores Feroeses no biênio 1991–92 e no triênio 2004–2006.

Bibliografia completa:

Romances

1979 – Seinnapartur (”Tarde”)

1995 – Rúm – tekstur í 14 pørtum (”Espaço – texto em 14 partes”)

2005 – Ó – Søgur um djevulskap (”Non- estórias de demonharia”)

2014 – Eg síggi teg betur í myrkri (”Te vejo melhor no escuro)

Poesia

1977 – Yrkingar (”Poemas”)

1982 – Skríggj (”Grito”)

1984 – Messa á kvøldi og fram undir morgun (”Missa à noite e pela madrugada afora”)

1990 – Hvørkiskyn (”Neutro”)

1997 – Tímar og rek (”Tempos e marés”)

2006 – September í bjørkum sum kanska eru bláar (”Setembro nas bétulas que quiçá são azuis”)

Ensaios

2000 – Mentir og mentaskapur (”Cultura e educação”)

Peso 95 g
Dimensões 14 x 0.7 x 21 cm